Nos dias 23 e 24 de maio, a cidade de Évora acolheu o Encontro Nacional do Banco de Tempo (BdT), onde estiveram presentes membros de várias agências da rede nacional, nomeadamente de Beja, Évora, Lumiar (Lisboa), Quarteira e Santa Maria da Feira.
A sessão de trabalho decorreu no lindíssimo Palácio de Dom Manuel, tendo-se iniciado com as boas-vindas dadas pela Isaura Pinto, coordenadora da agência do Banco de Tempo de Évora. À sua emotiva intervenção, seguiu-se a do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Évora, Alexandre Varela, que sublinhou a importância da iniciativa do Banco de Tempo no momento histórico em que vivemos.
Após o momento de abertura e reencontro entre participantes, a restante manhã foi preenchida com uma dinâmica de partilha de conselhos e recomendações às novas agências, tendo-se seguido a análise das alterações introduzidas ao regulamento do Banco de Tempo, em decorrência do discutido no último encontro.
A hora de almoço viria a ser marcada por um solarengo almoço partilhado, carinhosamente organizado pela equipa dinamizadora da agência do Banco de Tempo de Évora, que, avance-se desde já, trabalhou incansavelmente para garantir o melhor encontro possível.
À tarde, retomaram-se os trabalhos em grupo, tendo-se discutido sobre o que podemos fazer no Banco de Tempo para que, cada vez mais, se afirme como um refúgio e um fermento de transformação, num tempo marcado pela intensificação e banalização do individualismo e dos discursos de ódio, que têm como especiais alvos grupos mais vulneráveis da sociedade.
Seguiu-se o momento de avaliação do encontro, no qual cada participante partilhou o que de melhor tirara dali, destacando-se em especial a riqueza da ‘diversidade’ e a ‘vontade’ de continuar.
Encerrámos o dia com um belíssimo jantar na Casa do Povo dos Canaviais, onde tivemos o privilégio de partilhar a refeição com o Grupo Coral Feminino ‘Boina Cantary’, que animou o grupo com tradicionais cantares da região. A atmosfera descontraída e festiva motivou outras pessoas a mostrar os seus dotes musicais, numa celebração calorosa do espírito vivido no Banco de Tempo.
No dia seguinte, antes de partir, foi ainda possível realizar uma extraordinária visita matinal ao Paço de São Miguel, através do qual ficámos a conhecer melhor a figura histórica de Eugénio de Almeida e da sua família, bem como a sua influência na região.







